Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 29/03/2024
Na obra ficcional O extraordinário, de R.J. Palácio, August, por portar uma síndrome, sofre com a adaptação de sua nova escola. Do enredo literário à realidade, o Brasil não se encontra distante de tal situação, pois, faz-se perceptível a falta de recursos capazes de inserir os jovens alunos brasileiros com transtornos de aprendizagem nas escolas. Esse entrave se dá pela ignorância a respeito do tema em consonância à inexistente adaptação das escolas.
A princípio, mediante a inserção desses alunos no ambiente escolar, nota-se a ignorância a respeito de transtornos como discualculia, dislexia , dispraxia, entre outros, pelos profissionais e alunos. Essa dificuldade resulta em tratamentos indevidos, e até desrespeitosos, com indivíduos que precisam de maior auxílio. Como exemplificado por Liz Nugent, no livro A estranha Sally Diamond, ao mostrar vivências de uma mulher que, por ter disforia social, não se sente bem perto de muitas pessoas, e acaba sendo julgada por isso. Dessarte, a falta de conhecimento acerca dos transtornos de aprendizagem impede que as crianças recebam o devido tratamento dos professores e tutores, tardando sua inserção em sala de aula.
Ademais, como diz o ditado popular “o que os olhos não vêem, o coração não sente”, a constante descredibilização da pauta resulta na ingerência de verbas, vetando a adaptação das escolas para alunos necessitados de alguma ajuda. Dessa maneira, obstruindo o sentimento de pertencimento dos estudantes; afinal, como Macabéa em A hora da estrela, de Clarice Lispector, ao não compreender que há oportunidades melhores, o sujeito simplesmente aceita sua realidade e não se enxergar como portador de um futuro. Consequentemente, barrando a possibilidade de alunos com transtorno de aprendizagem terem um futuro melhor.
Mediante o exposto, torna-se imprescindível que mudanças sejam feitas para a indispensável inclusão de alunos com transtornos nas escolas brasileiras. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, a fim da melhor adaptação desses estudantes, disponibilizar verbas para a criação de salas projetadas para ajudar no melhor desenvolvimento do dicente, com jogos educativos e materiais especilizados. Assim, será possível ver diversos Augusts e Macabéas encontrando seu caminho através dos estudos com menor dificuldade.