Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 13/06/2024
Dislexia, TDAH, TOD, TEA, TOC, discalculia, TAG, DI, disgrafia, TPAC e muitos outros, são transtornos que dificultam a aprendizagem de seus portadores. Muitas escolas no Brasil sofrem com a dificuldade de inclusão desses alunos, já que além de pouca estrutura de acessibilidade, as escolas não têm professores capacitados à cerca do assunto. A psiquiatra e autora Ana Beatriz Barbosa Silva menciona em seu livro, Mentes Inquietas: “O TDAH não deve ser entendido como uma doença, mas sim como um tipo de funcionamento mental”.
Alguns dos desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem são o bullying e o preconceito com pessoas neuroatípicas. “Preconceito é opinião sem conhecimento”. Essa frase do filósofo Voltaire se relaciona facilmente com o preconceito sofrido pelas pessoas neuro-atípicas nas escolas brasileiras. Além do bullying, tem-se a falta de capacidade da autoridade escolar em relacão ao aprendizado de seus alunos especiais.
Muitas vezes as escolas têm coordenadores, professores e diretores que desconhecem os tipos de transtornos neurais e por isso não sabem lidar com os alunos que os possuem. Além das autoridades escolares temos também os alunos, muitos alunos desprezam a dificuldade que os outros têm em aprender, isso leva ao isolamento dessas vítimas de discriminação. Em casos mais graves e sérios o alvo dos prevonceitos, bullying e discriminação podem vir a desenvolver depressão por conta da exclusão que os outros fazem com o mesmo.
No entanto, refletir sobre o assunto e as possíveis melhoras dos problemas para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem é necessário. Sendo assim, as soluções para o distúrbio que se apresenta podem ser organizadas pelos coordenadores e diretores das escolas em forma de palestras de consientização, aulas que proporcionem um convívio salutar entre os alunos, salas mais silenciosas para alunos que perdem o foco muito rápido, adaptações de ensino para os alunos com dificuldade para aprender, consientização dos professores sobre os tipos de transtornos e doenças mentais que podem vir a atrapalhar a vida escolar de seus alunos e como lidar com isso. Se essas medidas forem tomadas, a inclusão das pessoas neuriatípicas no meio escolar terá uma evidente melhoria e facilidade.