Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 13/08/2024

Como diria o antigo filósofo grego Aristóteles, “o maior dos males e a pior das injustiças é desejar a igualdade de resultados sem considerar a igualdade de oportunidades”. A frase do pensador ateniense pode ser usada para destacar o valor da equidade, objeto este que ainda falta no sistema educacional brasilero, onde milhares de escolas ainda enfrentam diversos desafios quanto a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem.

Levando tais desafios em conta, também pode-se analisar que a maior parte dos docentes no Brasil não possuem algum tipo de preparo para lidar com as necessidades especiais de certos alunos, de acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira de Dislexia (ABD), apenas 30% dos professores se sentem preparados para identificar e lidar com alunos que têm dislexia. Isso revela uma lacuna importante na formação docente que impacta diretamente na capacidade das escolas de oferecerem suporte adequado.

Além disso é importante frisar que o diagnóstico também é de extrema relevância, no entanto, muitas vezes o processo é tardio ou simplesmente não acontece, o que acaba acarretando em diversos problemas na vida acadêmica do aluno, piorando sua situação em um sistema que já não é justo com aqueles que são diferentes além de levar a consequências mais graves como a evasão escolar e o aumento na taxa de reprovação.

Dessa forma é essencial que exista uma capacitação continuada dos professores no país, por meio de programas de formação financiadas pelo próprio Ministério da Educação, com ênfase em transtornos de aprendizagem, como dislexia, TDAH e discalculia já que assim os professores seriam qualificados para identificar e aplicar estratégias pedagógicas adequadas, garantindo que os alunos com transtornos de aprendizagem tenham as mesmas oportunidades de sucesso que os demais.