Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 08/08/2024

Ao analisar a contemporânea nação verde-amarela, vê-se que os transtornos de aprendizagem apresentam desafios prejudiciais ao desempenho acadêmico dos alunos. Hodiernamente, nota-se que as dificuldades enfrentadas por escolas na inclusão de estudantes que manifestam atraso no aprendizado simbolizam um obstáculo a ser combatido. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão de falta de preparo dos professores, mas também do método de ensino não atender a todos os alunos. Desse modo, torna-se essencial a análise dessa conjuntura para reverter esse quadro.

Em primeiro plano, cabe ressaltar a ausência de capacitação dos professores para lidar com aqueles que carecem de atenção redobrada em relação aos demais. Segundo o autor Aldous Huxley, “Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados.”, nessa perspectiva, nem sempre são notórias as dificuldades do aluno; entretanto, camuflar o problema não fará dele inexistente. Sob esse viés, tem-se um diagnóstico tardio como consequência. Esse cenário ocorre devido às frustrações e desafios enfrentados no ambiente escolar passarem despercebidos por anos, visto que os educadores não recebem a formação adequada para identificar e compreender os transtornos.

Ademais, cabe ressaltar o método tradicional de ensino, onde os alunos são tratados sem equidade, bem como as diferenças e talentos individuais são deixados de lado. De acordo com o sociólogo suíço, Philipe Perrenoud, “não há dúvidas de que grande parte do problema encontra-se, sim, na instituição”, porquanto todos os alunos recebem o mesmo ensino e metodologia, não obstante, ninguém aprende no mesmo ritmo e da mesma maneira, visto que exigir de um aluno neurodivergente o mesmo desempenho dos neurotipicos contribui para a perpetuação desse cenário.

Infere-se, portanto, a necessidade de mitigação dos entraves em prol da diminuição dos obstáculos. Assim, cabe ao Governo Federal, juntamente ao Ministério da Educação, investir na formação adequada dos educadores e adaptar as metodologias para valorizar as diferenças individuais, como a inclusão de práticas pedagógicas alternativas.