Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 12/08/2024

Na série de televisão ‘’ Uma Advogada Extraordinária ‘’, é retratada a vida de uma jovem autista, que enfrenta dificuldades no mundo devido ao espectro. Do enredo para a realidade, é possível perceber inúmeros desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem. Estes educandos, por sua vez, também têm de se encaixar no mundo e encontram obstáculos para isso. Em suma, é fundamental analisar os impactos das problemáticas referentes ao tema, sendo elas: estigmas e compreensão da sociedade e falta de apoio aos próprios docentes.

Em primeiro plano, é válido mencionar que os estudantes PCD (pessoas com deficiência) não têm tido acesso a mesma educação que a outra parte da população. Segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 88,7% das instituições possuem alunos PCD e, dessas, 33,1% não tem a estrutura adequada para garantir a acessibilidade. Infelizmente, não é dado aos formadores da educação o suporte necessário, tanto em questões de currículo quanto de saúde mental para, por exemplo, lidar com um garoto autista em grau severo.

Ademais, as próprias crianças se sentem incompreendidas. Certamente, assim como ocorre em Uma Advogada Extraordinária, em que a protagonista é ofendida em diversos momentos devido ao autismo, há uma desinformação social geral e um estigma associado a pessoas que possuam essas barreiras, como se fossem menos inteligentes ou não necessitassem, de fato, de auxílio. Infelizmente, tudo isso acarreta em analfabetismo em massa, falta de força de trabalho (devido a uma grande parcela da nação que é deficiente e não consegue se formar), possibilidade da obtenção de doenças psicológicas e permanência da discriminação.

Dessa forma, medidas se fazem necessárias. Convém que o Ministério da Educação, por meio do FUNDEB - o Fundo Nacional de Educação Básica, prover treinamento aos docentes sobre inclusão e psicomotricidade, além de palestras nas escolas por psiquiatras que dêem a noção de normalidade e respeito necessárias. Com isso, espera-se a mitigação desses problemas e uma sociedade mais justa e igualitária.