Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 12/08/2024

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o escopo do corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Nesse sentido, no que concerne aos prejuízos da ausência de discussão sobre os desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem, é possível ver a falta de semelhanças entre a obra e a realidade da sociedade. Sendo assim, cabe a análise da problemática a fim de mitigar essa situação que é decorrente tanto do descaso governamental, quanto da cegueira moral.

Em princípio, cabe analisar que uma das causas dessa problemática está relacionada à questão do descaso governamental. Acerca disso, Bauman afirma que as “Instituições Zumbis” são aquelas que não deixaram de existir, mas que não cumprem o seu papel social. Assim, fica nítido que o poder governamental é protagonista da adversidade, visto que ele não consegue implementar políticas públicas eficazes que garantam a inclusão e o suporte necessário aos alunos com transtornos de aprendizagem nas escolas. Dessa forma, uma resolução é deixada de lado, e o imbróglio é persistente.

Ademais, a cegueira moral é outro empecilho a ser combatido. Diante disso, por meio da obra “Ensaio sobre a cegueira”, de José Saramago, percebe-se que os indivíduos, quando confrontados com as consequências dos desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem, entram em um estado de amoralidade, no qual há perda de compreensão da problemática. Isso é exemplificado ao observar que a indiferença em relação ao sofrimento desses alunos se tornou comum, minando a urgência de ações efetivas para a inclusão. Logo, a própria sociedade é causadora da mixórdia.

Destarte, medidas devem ser tomadas a fim de mitigar essa problemática. Portanto, o Ministério da Saúde Mental, por meio de investimentos em projetos, deve estabelecer campanhas de conscientização nas escolas e em locais públicos direcionadas ao enfrentamento da exclusão de alunos com transtornos de aprendizagem, que fará com que a população passe a ter um discernimento básico sobre o assunto e aprimorará a política previdenciária para resolver esse imbróglio.