Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 10/08/2024

A não inclusão de alunos com transtorno de aprendizagem é um fator que se tornou notório na educação brasileira, e com o passar dos anos, tornou-se perceptível a falta de visibilidade. Estudantes com TDAH, dislexia ou discalculia acabam não conseguindo acompanhar os outros alunos, dificultando o processo de formação acadêmica. É notório a ineficiência e o descaso em relação às pessoas com dificuldades de aprendizagem devido à falta de investimento educacional.

Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC) mostrou que 94% dos professores não têm formação adequada para lidar com alunos com deficiência ou transtorno de aprendizagem. Contudo, o agravamento da exclusão também é acarretado pela má infraestrutura das escolas, que não oferecem espaços adequados com materiais educativos que poderiam ajudar no processo de alfabetização e na coordenação motora da criança.

Há também o bullying por parte dos colegas, que pode causar regressão no processo educacional, já que o aluno muitas vezes se sente constrangido. Em alguns casos, são chamados de “incapazes” ou “preguiçosos”. Assim, abre-se espaço para que o aluno perca o interesse nos estudos e abandone a escola.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação promover meios de resolução, como reuniões pedagógicas com pais e professores para abordar o tema em questão. Além disso, é necessária a contratação de profissionais adequados nas escolas para identificar crianças com sinais de dificuldade e oferecer apoio aos pais, orientando-os sobre como auxiliar seus filhos em suas atividades escolares. Espaços adequados, como salas de recreação alfabética, para reforçar os estudos além da sala de aula, também são essenciais. Dessa forma, haverá a garantia de inclusão e educação de qualidade, como prevê o artigo 205 e o artigo 208 da Constituição Brasileira.