Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 13/08/2024
John Locke, filósofo inglês, destaca que é dever do Estado assegurar os direitos e o bem-estar da população. Todavia, em virtude dos desafios relacionados à inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem serem frequentes nas escolas brasileiras, é válido reconhecer como o Poder Público não atua de modo efetivo e não exerce seu papel social conforme os ideais de John Locke. Nessa lógica, é possível analisar a falta de recursos adequados e a falta de formação específica para os educadores como impulsionadores do problema.
De início, percebe-se que a falta de recursos adequados fomenta a permanência do entrave nas escolas. Nessa ótica, ao destacar a ideologia do filósofo Platão, especificamente sobre o uso da razão para combater os problemas sociais, nota-se como essa conduta não é realizada pelos gestores educacionais brasileiros. Isso porque, lamentavelmente, o Estado não investe suficientemente em infraestrutura, materiais adaptados e profissionais especializados para atender às necessidades desses alunos.
Além disso, vale ressaltar a falta de formação específica para os educadores como um fator que dificulta a atenuação do empecilho. Segundo Pierre Bourdieu, sociólogo francês, a sociedade incorpora as estruturas sociais, ou seja, os indivíduos internalizam padrões ao longo do tempo e reproduzem comportamentos com naturalidade. No contexto educacional, isso se reflete na ausência de capacitação adequada para lidar com alunos com transtornos de aprendizagem, mantendo o padrão de ensino estagnado e não adequado à atualidade, o que perpetua a exclusão e a falta de adaptações pedagógicas.
Urge, portanto, a adoção de medidas para combater o problema. Nesse sentido, o Ministério da Educação precisa investir na formação adequada de professores por meio da disponibilização de recursos e promoção da conscientização da comunidade escolar sobre a importância da inclusão. Destarte, será possível garantir que todos os alunos, independentemente de suas diferenças, tenham acesso a uma educação de qualidade.