Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 13/08/2024

Uma pesquisa foi realizada pelo Datafolha em dezembro de 2022. Cerca de 1323 pais e responsáveis foram entrevistados para saber como os seus filhos têm se desempenhado nas escolas. Do total de respondentes, aproximadamente 529 deles disseram que os seus jovens apresentam dificuldades de aprendizado. Isso mostra que as escolas ainda não implementam boas estratégias como o investimento em estrutura e normas adequadas para a inclusão de educandos que apresentam tais limitações. Diante desse fato, entende-se que é de suma importância a análise e o tratamento dessa problemática.

Em primeiro lugar, diversas instituições de ensino não possuem uma boa estrutura para que seus alunos tenham concentração e atenção nas aulas. A falta de equipamentos para manter uma boa ventilação e temperatura nas salas, a ausência de mobílias confortáveis e um mau espaçamento do ambiente acabam piorando o desempenhos dos estudantes que já possuem uma certa dificuldade de aprendizado.

Outro ponto a se destacar, são as normas mal aplicadas nos centros educacionais. Uma pesquisa realizada pela OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - revela que 60% dos alunos se distraem com celulares durante a aula. Normalmente, o uso de aparelhos digitais no horário de aula é proibido por regulamentos escolares, porém, os docentes acabam fazendo vista grossa para essa regra. Consequentemente, os estudantes ficam desconcentrados e o professores precisam interromper sua explicação para controlar a sala.

Dado o exposto, é preciso que o Estado em parceria com o Ministério da Educação e as próprias instituições de ensino tomem providências para amenizar o quadro atual. Para que as escolas possam ter uma melhor estrutura, urge que o Governo invista em reformas nos centros educacionais e na compra de melhores materiais para o conforto e aprendizagem dos educandos. Junto a isso, as unidades acadêmicas precisam implementar normas mais eficazes e punir corretamente quem não as cumpre. Tomando essas atitudes, será possível promover uma boa incluão de alunos com transtornos de aprendizagem.