Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 13/08/2024

O filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional brasileira mas também para a nação que enfrenta significativos estorvos para o seu desenvolvimento. Lamentavelmente, entre eles, os desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtorno de aprendizagem representa uma antítese a máxima do símbolo pátrio, uma vez que tal situação resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Esse panorama é calcado na inoperância estatal, e tem como consequência o despreparo de educadores ao lidar com alunos com transtorno de aprendizagem.

De início, há de se constatar a débil ação do governo enquanto mantenedor da problemática. Acerca disso, o filósofo Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a incumbência do Estado em promover meios que auxiliem o progresso da coletividade. As autoridades, contudo, vão de encontro com a ideia de Hobbes, uma vez que possuem um papel inerte na superação dos desafios escolares para com a inclusão de alunos com dificuldades de aprendizagem. Isso ocorre pois, assim como pontuou o economista Murray Rothbard, uma parcela dos representantes governamentais, ao se orientar por um viés individualista, negligencia a conservação de direitos sociais indispensáveis.

Por conseguinte, engedra-se o despreparo dos docentes para com alunos com dificuldades de aprendizagem. Posto isso, de acordo com o MEC, 94% dos professores não têm formação para lidar com pessoas com deficiência, seja ela física ou neurológica, o que gera desigualdade na qualidade de ensino, e impede o pleno aprendizado desses alunos. Logo, é inadmissível que essa situação continue a se perdurar.

Depreende-se, portanto, que é mister a atuação governamental para diminuir os desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem. Sendo assim, cabe ao Governo, junto ao Ministério da Educação, investir em cursos capacitantes para os professores, tanto da rede pública de ensino quanto da particular, assim como investir em tecnologias de inclusão dentro das salas de aula.