Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 07/08/2024
Conforme a Constituição Federal de 1988, todos têm direitos sociais, individuais, políticos e coletivos. Entretanto, essas garantias não são vistas na prática quando se observa os desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem. Nesse sentido, para combater essa problemática é necessário romper com a omissão estatal.
Diante desse cenário, nota-se que a negligência governamental é um fator agravante da inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem. Nesse viés, o filósofo inglês John Locke afirma que o dever do Estado é garantir os direitos e o bem-estar dos cidadãos, no entanto, a máxima do autor não é cumprida, já que o governo não fornece políticas públicas que garantam a capacitação adequada de professores e a disponibilização de recursos especializados para atender esses alunos. Dessa forma, enquanto a máquina estatal negligenciar suas responsabilidades, o problema da inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem perdurará.
De outra parte, a falta de preparo dos profissionais da educação também pode ser apontada como promotora do problema. Partindo desse pressuposto, percebe-se que muitos educadores não possuem formação específica para lidar com transtornos de aprendizagem, o que resulta em um ensino inadequado e excludente. Destarte, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de preparo contribui para a perpetuação desse cenário caótico.
Portanto, é necessário solucionar os desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem. Para isso, cabe ao Estado - em sua função de promover o bem-estar coletivo - implementar programas de formação contínua para professores por meio de cursos especializados e oficinas com a finalidade de capacitá-los para identificar e atender adequadamente esses alunos. Além do mais, cabe às instituições escolares instruir os alunos acerca da importância da inclusão de colegas com transtornos de aprendizagem por intermédio de palestras e atividades de conscientização, com o objetivo de minimizar a invisibilidade desse tema. Com isso, os preceitos da Constituição serão cumpridos.