Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 13/08/2024
É notório que as dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem, são diretamente proporcionais à forma tradicional de ensino , do qual , apresenta-se inflexível para a adoção de práticas didáticas e metodológicas ,que instiguem o aprendizado na finalidade uma uma maior inclusão educacional.
Sabe-se que , segundo o sociólogo e professor Paulo Freire : " Ensinar não é transferir conhecimento , mas criar possibilidades para a própria produção e construção". Contudo , muitos desafios ainda cercam tal assunto , principalmente pela falta de informação e a manutenção do costume do setor educacional em duvidar e confundir , o distúrbio de aprendizagem em falta de interesse ou atenção , que confere uma inserção incompleta da educação , haja visto que , a mesma comporta-se como meio mais eficaz para uma sociedade mais justa e desigual.
Além disso, há a situação das expulsões de crianças extremamente jovens que sofrem de algum problema relacionado ao aprendizado. Pedro, garoto paulista de três anos citado em uma reportagem ao site Terra em 2015, foi expulso da escola após molhar os sapatos dos colegas durante o horário de dormir, enquanto seus colegas dormiam. “A expulsão não vale nem como punição, nem como medida educativa. Ela só aumenta o problema, porque, quando a criança é expulsa da escola, ela é prejudicada em seu processo de socialização”, afirma o pedagogo Eugênio Cunha.
Mesmo com o amparo do Artigo 5º da Constituição, os alunos que sofrem com algum transtorno, como o Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), continuam sofrendo discriminação e, citando um caso análogo a essa afirmativa, foi a denúncia de Tito Santa Cruz, vocalista da banda Detonautas.
Dessa forma, é importante que o Ministério da Educação, juntamente com a Sociedade Brasileira de Psicologia, elabore planos de conscientização do corpo docente por meio de palestras sobre a realidade das crianças com problemas, durante o expediente. Além disso, seria importante a presença de psicólogos (especializados nos distúrbios) nas escolas, para orientar as crianças e familiares, evitando muitos traumas.