Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 07/08/2024
A Constituição Federal de 1988 assegura os direitos e o bem-estar da população. Entretanto, quando se observa a deficiência de medidas na luta contra os desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem, verifica-se que esse preceito é constatado na teoria e não na prática. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve devido à falta de capacitação dos profissionais de educação e também à carência de recursos adequados para o atendimento dessas necessidades.
Sob a perspectiva do filósofo São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática, todos os indivíduos são dignos e têm a mesma importância, além dos direitos e deveres que devem ser garantidos pelo Estado. Entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, muitos educadores não recebem a formação necessária para lidar com os desafios específicos dos alunos com transtornos de aprendizagem, o que resulta em um ambiente escolar que não atende plenamente a esses estudantes. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
De outra parte, a carência de recursos adequados também pode ser apontada como promotora do problema. De acordo com dados do INEP, muitas escolas brasileiras carecem de infraestrutura e materiais didáticos adaptados às necessidades dos alunos com transtornos de aprendizagem. Partindo desse pressuposto, percebe-se que essa carência impede o desenvolvimento pleno desses estudantes, agravando as dificuldades de inclusão e comprometendo o desempenho escolar. Destarte, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de recursos adequados contribui para a perpetuação desse cenário caótico.
Urge, portanto, que é essencial a atuação estatal e social para que tais obstáculos sejam superados. Assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em programas de capacitação para educadores e na aquisição de materiais e tecnologias assistivas, através de parcerias com instituições especializadas, uma vez que a inclusão eficaz depende de um suporte técnico e humano adequado. Dessa forma, o preceito constitucional será solidificado no Brasil.