Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 11/08/2024

A obra ‘‘Utopia’’, do inglês Thomas More, retrata uma sociedade perfeita, a qual padroniza-se pela ausência de conflitos. Entretanto, hodiernamente, o país está longe de viver uma comunhão divina, uma vez que os desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem mantém-se como imbróglio nesse cenário de iniquidade. Esse panorama plangente ocorre, não só em razão da negligência governamental, mas também devido ao preconceito social. Tais fatos refletem uma realidade preocupante ao país.

Outrossim, é importante ressaltar que a pouca importância dada à temática é impulsionada pela negligência governamental. Dessarte, é oportuno mencionar o pensador Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a obrigação do Estado em proporcionar meios que auxiliem no progresso do corpo social. Todavia, a ideia do filósofo vai de encontro com o cenário vigente, dado que o poder público mostra-se falho na responsabilidade de investir na educação, para que sege implementado uma adequação dos materiais e metodologias pedagógicas, visto que a falta de adaptações curriculares e de recursos pedagógicos específicos limita a capacidade desses alunos TEAp de acompanhar o ritmo das aulas. Logo, é preciso uma reformulação da postura estatal.

Nesse contexto, deve-se denunciar o preconceito social como causa desse revés. Desse modo, é válido mencionar o físico alemão Albert Einstein, ao dizer que é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito. Concernente a isso, efetua-se a materialização do afirmado pelo físico, de modo que o estigma associado aos transtornos de aprendizagem pode levar a uma falta de compreensão e aceitação por parte de colegas, pais e até mesmo dos próprios professores. Sob essa ótica, é imprescindível a resolução dessa mazela.

Diante do exposto, para solucionar os desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem, medidas devem ser tomadas. Para isso, cabe ao Governo Federal, instância máxima de poder administrativo, em conjunto com o Ministério da Educação, promover a formação adequada dos educadores, a adequação dos materiais e das metodologias pedagógicas. Assim sendo, faz-se necessário que tal ação seja feita por intermédio da mídia, com o intuito de trazer conscientização sobre esses transtornos e fomentar um ambiente escolar mais inclusivo. Somente assim alcançar-se-á um país com uma sociedade próspera e igualitária igual à idealizada por Thomas More.