Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 13/08/2024
A obra “Utopia”, do inglês Thomas Moore, retrata uma sociedade perfeita, tendo em vista que a população padroniza-se pela ausência de conflitos. Entretanto, hodiernamente, o país está longe de viver uma comunidade sublime, uma vez que há entraves enfrentadas pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem. Portanto, faz-se necessária a análise dos principais fatores que contribuem para este cenário: a negligência governamental e a ausência de debates. Tais fatos revelam uma realidade preocupante ao país.
Paralelamente a isso, percebe-se que o descaso estatal possui íntima relação com a problemática. Nessa ótica, segundo o filósofo John Locke, o Estado é responsável pelo bem-estar coletivo. No entanto, verifica-se que a afirmação do autor não se aplica na realidade atual, visto que a falta de preparo dos professores e demais colaboradores contribui para este revés. Sendo assim, a carência de conhecimento da equipe escolar a respeito dos transtornos de aprendizagem colabora para os desafios encarados pelas escolas brasileiras para a integração desses alunos. Desse modo, é imprescindível a reformulação da postura estatal.
Outrossim, a ausência de debates é um fator agravante no que tange ao problema. Nessa ótica, conforme o alemão Habermas, um modelo ideal de ação comunicativa ocorre quando as pessoas interagem e, através da utilização da linguagem, organizam-se socialmente, buscando o consenso de uma forma livre. Sob esse viés, a ideia do autor se torna verídica quando a discriminação sobre a minoria é uma consequência da falta de conhecimento das pessoas e educadores sobre os transtornos de aprendizagem. Diante disso, essa falta de conhecimento e discriminação contribui para os desafios enfrentados pelas escolas do Brasil para a inclusão desses alunos. Logo, torna-se fundamental a reversão desse quadro.
Diante do exposto, medidas devem ser tomadas para amenizar a problemática. Nesse sentido, compete ao Governo Federal e ao Ministério da Educação propor debates públicos e programas de treinamento para educadores, a fim de preparar a equipe escolar para lidar com alunos que possuem dificuldade de aprendizagem e buscar erradicar a discriminação em cima desses estudantes. Com isso, será efetivado o que garante a Constituição de 1988.