Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 12/08/2024

Na obra “Utopia”, escrita pelo inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas, revelando a harmonia coletiva. Entretanto, as escolas enfrentam desafios para inclusão dos alunos com transtornos de aprendizagem, uma vez que a assistência por parte do governo e da sociedade é mínima. Nesse sentido, medidas devem ser tomadas para combater não apenas a invisibilidade midiática exposta nas redes sociais, mas também o egoísmo humano.

Diante desse contexto, o sociólogo Karl Marx criou o conceito de “Silenciamento dos discursos”, que retrata a ideia de que a mídia realiza uma proposital exclusão de certas temáticas com a intenção de mascarar os defeitos da sociedade. Desse modo, a invisibilidade midiática motiva a negligência de alunos com transtornos de aprendizagem, que são excluidos e deixados de lado. Assim, a teoria defendida por Marx comprova que a alienação promove, em grande escala, a falta de suporte que deve ser dada aos alunos com essas condições, além do preconceito que sofrem no dia a dia por serem considerados diferentes e incapazes.

Ademais, na obra “Raízes do Brasil”, escrita por Sérgio Buarque em 1936, retrata a ideia de que o brasileiro é incapaz de pensar no coletivo, tornando-se um ser completamente egoísta. Dessa maneira, o egoísmo humano impede a inclusão dos estudantes com condições especiais e promove a maior desigualdade entre eles. Dessa forma, o autor busca explicar a motivação da população brasileira persistir, mesmo depois de séculos, em se opor a ajudar na reconstrução de uma sociedade justa e igualitária, sem distinções.

É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas para combater os desafios enfrentados pelas escolas para promover a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem. Nesse sentido, o Ministério da Educação - responsável por promover o ensino de qualidade - deve oferecer salas de apoio com o intuito de maximizar o ensino desses alunos, por meio da elaboração de novas políticas públicas, que resultam na legitimidade estatal. Essa iniciativa terá a finalidade de romper a inércia do Estado e garantir o tratamento digno aos cidadãos.