Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 29/07/2024
No decorrer da história moderna, diversos avanços socioculturais viabilizaram a exaltação do ideal da universalização do conhecimento, o que constitui um grande avanço. Em contrapartida, nota-se que, no Brasil hodierno, esse panorama de pro-gresso não se instalou plenamente, uma vez que a inclusão, nas escolas, de alunos com déficit de aprendizagem enfrenta desafios, como a noção errônea de tratativa igualitária e a carência de trabalho especializado. Dito isso, deve-se averiguá-los.
Diante desse cenário, estabelece-se a relação causal entre a exclusão dos dicen-tes supracitados e a concepção equivocada da igualdade. Isso porque, conforme o conceito de isonomia cunhado por Aristóteles, deve-se tratar os desiguais de modo diferente, a fim de compensar as suas distinções e alcançar, assim, a verdadeira igualdade, que é a equidade. Entretanto, saindo dessa premissa filosófica, percebe–se que o sistema educacional negligencia essas demandas individuais, em especial as dos estudantes que possuem obstáculos à apreensão, dando o mesmo trata-mento a todos. Dessa forma, acaba-se privilegiando a cognição predominante sobre a neurodivergência em questão, fato que caracteriza a sua exclusão.
Ademais, evidencia-se a falta de serviços especiais como um grande entrave a plena inserção. A respeito disso, segundo o manual da Psiquiatria Clínica, indivídu-os com pertubações cognitivas que dificultam o armazanemanto intuitivo de infor-mações necessitam de estratégias particulares. Em paralelo, sabe-se que essas táti-cas são mais eficientes quando elaboradas por psicopedagogos. Na realidade, po-rém, nota-se que as vagas de trabalho para esses profissionais são escassas, situa-ção que impede o planejamento necessário para os portadores desses trantornos.
Em suma, é indubitável afirmar que a problemática em discussão caracteriza uma grave crise educacional. Nesse raciocínio, é dever das instituições de ensino, encarregadas pela formação dos cidadãos e pela garantia da universalização do conhecimento, renovar os princípios entorno do tratamento igualitário, por meio da estruturação ideológica da metodologia escolar, com o intuito de atingir o ideal aristotélico. Além disso, cabe as mesmas entidades fornecer atendimento particu-larizado, por intermédio da contratação de psicopedagogos, objetivando o melhor aproveitamento das capacidades do estudante. Assim, atenuar-se-á a exclusão.