Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 12/08/2024

A Lei nº 14.254/21 busca aprimorar o processo de ensino de alunos com trans-torno de aprendizagem por meio de acompanhamentos integrais. Entretanto, é possível notar-se dificuldades vindas pelos estudantes quanto à absorção de co-nhecimento dentro do ambiente escolar, como a atenção pelas aulas. Pensando nisso, podem-se identificar duas problemáticas em relação ao problema: os desafi-os enfrentados por tais alunos em ambiente escolar, bem como a inclusão desse grupo entre a comunidade estudantil.

A partir da questão levantada, entende-se que, mesmo com a criação de leis que buscam resolver o problema central, esse objetivo está longe de ser concluído. De acordo com a Declaração Mundial sobre educação, “cada pessoa deve estar em condições de aproveitar as oportunidades educativas voltadas para satisfazer suas necessidades básicas de aprendizagem.” A partir disso, entende-se que a educação deve ser equalitária, disponibilizando vantagens a todos os grupos possíveis, parte qual inclui alunos com transtornos de aprendizagem. Entretanto, tal fala não está sendo efetuada corretamente, visto que diversos desses estudantes não conse-guem se igualar ao nível de alunos sem esses transtorno.

Outrossim, é importante relevar a questão da integração desses grupos em ambiente escolar. De acordo com a linguista Conceição Evaristo, “o importante não é ser o primeiro ou a primeira, o importante é abrir caminhos.” Tal fala define o que a educação busca efetuar. Diante disso, porém, percebe-se que alguns cami-nhos abertos por alunos sem transtornos não são abertos para o oposto. Isso faz-nos entender e identificar as consequências que um aluno transtornado tende a sofrer não por ser inferior, mas por ter um obstáculo a enfrentar que nem todos enfrentam.

A partir das informações mencionadas, conclui-se que esses alunos não estão com condições suficientes de se adequarem aos estudos da forma recomendada. Sendo assim, é dever do Ministério da Educação oferecer uma base de ensino a-propriada a tais grupos através da disponibilização de aulas privadas. Isso permiti-ria com que esses alunos possam se adequar ao ambiente escolar, de forma a abrir novas portas a tais.