Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 29/08/2024
Segundo o sexto artigo da Constituição Federal de 1988, a educação é um direito de todos. Apesar disso, milhares de alunos não usufruem do conhecimento que lhes é prometido por terem dificuldade em aprender, representando um desafio para as escolas, estas que enfrentam diversas adversidades para ensinar à popu-lação brasileira. Diante disso, medidas devem ser tomadas para a inclusão de alu-nos com transtornos de aprendizagem, questão que é menosprezada pelo Estado e pela população.
Em primeira instância, a omissão do estado mediante o problema demonstra a incapacidade do governo de agir em favor de todos. Para o filósofo Nicolau Maquia-vél, um governante deve operar visando o bem estar universal. Pensando nisso, as poucas ações por parte do Estado representam não só uma indiferença aos alunos transtornados, mas também às instituições de ensino brasileiras, uma vez que a falta de incentivo a elas geram descontentamento com a educação da nação. Dessa maneira, é inegável como a omissão por parte do Estado afeta negativamente na propagação de conhecimento.
Outrossim, a ignorância da população sobre o problema revela como a violência agrava a situação. Segundo a estudiosa Hannah Arendt, quando um ato violento é normalizado ele deixa de ser visto como violento. Seguindo esse pensamento, a violência direta e indireta contra estudantes possuidores quaisquer transtorno que os impessa de ser ensinados representa como a normalização da ignorância é pre-judicial para a resolução da situação, já que ela degrine o aluno e quem o ensina. Desse modo, a conscientizacão da população mediante a questão é uma viável o-pção para o solucionamento do problema.
Portanto, ações são necessárias para que haja a inclusão destes alunos. Para tanto, será preciso que o Governo Federal, em parceria com o MEC - Ministério da Educação -, crie um programa de aprendizado especializado para alunos necessita-dos de maior ajuda durante o período de alfabetização, com professores aptos a e-ducar estudantes com necessidades especiais. Dessa forma, a Constituição poderá finalmente ser respeitada.