Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 24/09/2024
“Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da Nação”. De forma paralela ao denunciado na música “Que país é esse?”, da banda Legião Urbana, são assegurados aos cidadãos, por lei, diversos direitos. Entretanto, muitas vezes prova-se que essas garantias não estão sendo cumpridas, como é o caso do direito à igualdade, em que é possível ver a dificuldade que crianças com transtornos de aprendizagem apresentam em serem incluídas na escola, por conta de exclusão e por falta de preparo dos profissionais.
Primeiramente, de acordo com Descartes, para que um ser humano exista, é necessário que ele pense. Porém, esse não é o único requisito para tal, também é vital para a formação humana interagir socialmente, desde os primeiros anos de vida, seja com familiares ou amigos, é de extrema importância. Embora esse fato seja de conhecimento geral, é comum encontrar pessoas, principalmente crianças, que não saibam socializar com outras que possuem algum tipo de transtorno, por ambas ainda serem jovens e não saberem muito uma sobre a outra, o que acaba causando uma exclusão por parte da criança neurotípica, gerando ainda mais problemas no desenvolvimento do indivíduo com a doença, por não desenvolver essa parte de sua vida.
Diante do exposto, é muito significativo que o profissional responsável tenha pleno conhecimento de como se portar numa situação como essa e como tratar crianças com esse problema, sem gerar separação alguma. Todavia, essa acaba não sendo a realidade do país, uma vez que poucos são os cursos profissionalizantes gratuitos oferecidos para essa área, o que gera uma baixa adesão e pequeno número de especialistas que são qualificados, realmente, para tratar questões como essa.
Portanto, urge-se a necessidade do Ministério da Educação, órgão que administra a educação no país, disponibilizar cursos, sobre o assunto, gratuitos para todos os profissionais que possam vir a trabalhar com esse tipo de aluno, além de conscientizar os demais colegas sobre a situação, por meio de palestras e panfletos, com a finalidade de, enfim, acabar com o problema da inclusão de indivíduos com transtorno de aprendizagem.