Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 27/09/2024

Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, em suas “Memórias Póstumas” diz que não teve filhos porque não queria deixar a nenhuma criatura o legado de sua miséria. Talvez hoje ele percebesse acertada a sua decisão: os desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem representam uma das faces mais depreciativas de um país em desenvolvimento. Com isso, surge uma problemática, devido à falta de investimento nas instiuições de ensino e ao preconceito.

Primeiramente, a falta de investimento em recursos e programas que auxiliem pessoas com transtorno de aprendizagem a superarem as dificuldades é um dos desafios enfrentados pelas escolas brasileiras ao tentar promover a inclusão. Nesse sentido, segundo o Fundo Monetário Internacional, o Brasil é uma das dez maiores economias do mundo. Portanto, a escassez de infraestrutura nas instituições não se deve a ausência de poder econômico do Estado, mas sim devido à falta de interesse dele em alocar capital em projetos que acolham essa minoria. Logo, é vital que os administradores da nação vejam a importância de acolher esse grupo e ajam para superar a problemática.

Ademais, a discriminação da sociedade diante das pessoas que apresentam transtorno de aprendizagem auxilia na persistência da falta de inclusão. Sob esse viés, segundo o filósofo Voltaire, o preconceito é uma opinião sem conhecimento. Dessa maneira, a população, ao não entender a condição vivida por esses indíviduos, não valorizam o esforço deles em aprender, os criticam e os limitam de desenvolver as habilidades educacionais necessárias. Diante de tais fatos, é essencial que os cidadãos passem a se conscientizarem sobre os desafios efrentados por essas pessoas para que o problema seja vencido.

Desse modo, é necessário intervir sobre esse cenário. Para isso, plataformas educacionais digitais, como o YouTube, deve criar uma série de vídeos por meio de entrevistas com psicopedagogos, a fim de conscientizar a população sobre os transtornos. Paralelamente, é preciso que os cidadãos pressionem o Estado, por meio de protestos, para alocar mais recursos em programas de auxílio para essa população. Assim, Brás Cubas poderá se orgulhar de seu país.