Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem

Enviada em 05/10/2024

O artigo 205 da Constituição Federal de 1988 diz que a educação é direito de todos e um dever do Estado e da família, visando o preparo para a cidadania e a qualificação para o trabalho. Todavia, a teoria se distingue da prática, pois a sociedade enfrenta desafios para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem nas escolas do Brasil. Diante disso, é preciso abordar essas adversidades como a falta de capacitação dos professores e a negligência estatal.

Sob essa análise, a ausência de preparo dos educadores é um problema que dificulta a integração dos estudantes com dificuldades. Isso ocorre, porque eles carecem de experiências que possam abranger a situação dos alunos, buscando compreender e dispor o aprendizado conforme o transtorno e a habilidade de cada um. Nesse cenário, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 12,7 milhões de pessoa possuem alguma espécie de deficiência, representando quase 6,7% dos brasileiros. Dessa forma, essa realidade reflete a relevância da educação inclusiva, com professores qualificados para garantir o conhecimento de forma conjunta. Assim, é preciso rever a situação exposta.

Ademais, a negligência estatal é outro desafio enfrentado. Tal fato se dá, porque o poder público não viabiliza recursos que sejam capazes de acolher todos os alunos com transtornos de forma qualitativa, incluindo profissionais auxiliares nas salas de aula. Nessa perspectiva, conforme o pensador Thomas Hobbes, é dever do Estado proporcionar meios que auxiliem o progresso da coletividade. Desse modo, isso não ne aplica na conjutura atual, já que as autoridades governamentais não medem esforços para assegurar a educação aos alunos com transtornos.

Portanto, é vital a adoção de medidas que mitiguem os desafios enfrentados pelas escolas brasileiras. Dessarte, cabe ao Ministério da Educação, responsável por promover a qualidade do ensino, oportunizar a capacitação dos professores. Isso deve ser feito por meio da aplicação de cursos profissionalizantes, repassando técnicas para lidar com os alunos com transtornos de aprendizagem, a fim de conceder a educação para todos. Além disso, o Estado deve proporcionar o apoio nas salas de aula, por intermédio de profissionais e auxiliares disponíveis para cada aluno deficiente, para que o processo educacional seja produtivo e igualitário.