Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 26/10/2024
A Constituição Federal, promulgada em 1988, prevê para todos os cidadãos o direito à educação. Entretanto, na prática, essa garantia é deturpada, visto que a inclusão ainda é uma realidade na sociedade nacional. Desse modo, tal cenário nefasto ocorre tanto pela negligência governamental, como também devido à falta de debate.
Diante desse cenário, é fulcral pontuar que o problema deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil devido à falta de atuação do Estado ao dar visiblidade para pessoas com transtornos de aprendizagem, consequentemente desviando o foco de um problema futuro que perseguirá o cidadão em diversas áreas sociais. Logo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar que a falta de debate impulsiona a exclusão do problema, tirando a problemática envolta. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema de cunho populacional seja resolvido, faz-se necessário debater sobre inclusão em sala de aula. A doutora Maria Montessori defende a interação em grupo, respeitando a individualidade e o potencial de cada um, assim incluindo diferenças e as trabalhando para que se aflore um cidadão acolhido e confiante de seus pensamentos.
Portanto, torna-se indispensável mitigar os obstáculos ligados a ação de incluir o outro, tanto por parte educacional, como por parte social. Cabe ao Ministério Público de Educação respaldar crianças e adolescentes com transtornos que carecem de aprendizado próprio, visando que suas habilidades não se adequam à uma sociedade neurotípica. Como citava o sociólogo Karl Marx “Ser radical é atacar os problemas em suas raízes”. O preconceito se lida com a introdução do diferente em lugares habituais, para demonstração de igualdade. Lidar com a falta de oportunidade estudantil, vem pela equidade do funcionamento do outro, dando para o que carece, aquilo que o faz ter oportudidade igual a todos.