Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 29/10/2024
Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que enfrentamos desafios para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência governamental quanto da violência escolar.
Diante disso, é notório que a exclusão de alunos com transtornos de aprendizagem deriva-se da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo o pensador Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil, pois a falta de empenho das autoridades corrobora a permanência do isolamento de estudantes com transtorno de aprendizagem, visto que o Governo não tem cumprido seu papel no sentido de assegurar os direitos básicos a esse grupo social, como o da educação. Dessa forma, dificultando a solução do empecilho.
Ademais, é importante ressaltar a violência escolar como promotora do problema. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estar em contato com um meio violento pode ocasionar em uma série de fatores de risco, colocando em perigo a integridade física e mental da pessoa exposta a esse tipo de situação. Um dos desafio enfrentados para a inclusão dos alunos com transtornos de aprendizagem não está apenas na forma de ensino tradicional, mas também no ambiente hostil. Desse modo, contribuindo para o atraso da resolução da problemática.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço do problema na sociedade brasileira. Dessa maneira, com o intuito de garantir a inclusão dos alunos com transtornos de aprendizagem, é preciso, urgentemente, que o Tribunal de Contas direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em políticas públicas, que garantirão o ensino adequado para esses estudantes. Dessa forma, atenua-se, em médio e longo prazo, os impactos nocivos da exclusão de pessoas com transtornos de aprendizagem no ambiente escolar, e a coletividade alcançará a Utopia de More.