Desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtornos de aprendizagem
Enviada em 24/05/2025
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, “todo ser humano é igual em dignidade e direitos”. Tal mandamento, contudo, não vem sendo cumprido, porquanto as escolas não apresentam suporte suficiente para assegurar à educação de jovens com dificuldades cognitivas. Nesse contexto, não só as lacunas educacionais, como também a omissão estatal evidenciam que os desafios enfrentados pelas escolas brasileiras para a inclusão de alunos com transtorno de aprendizagem são questões preocupantes. Urge, pois, fazer uma análise detalhada de ambos os fatores.
Sob esse prisma, vale frisar que a ausência de profissionais capacitados dificulta o acesso à educação para grupos minoritários. Nesse viés, durante o governo de Getúlio Vargas, cristalizou-se, no país, um modelo de ensino tradicionalista que negligencia outros métodos de aprendizagem. Tal enraizamento de ensino tradicional ainda persiste no Brasil, visto que os educadores não estão preparados para administrar aulas que atendam às diferenças, gerando a exclusão de pessoas com deficiência cognitiva.Logo, é fundamental que os professores sejam capacitados para aplicar métodos personalizados e acessibilizar o ensino a todos.
Ademais, é importante registrar que a falta de verbas governamentais para as escolas impedem a promoção de atividades escolares que busquem garantir a evolução individual. Nessa perspectiva, Jean-Jacques Rousseau afirma que “é dever do Estado garantir o bem-estar social dos cidadãos”. Esse contrato social, no entanto, não vem sendo cumprido, uma vez que a falta de recursos estruturais e financeiros nas escolas evidenciam um desequilíbrio do bem-estar nacional com a marginalização populacional. Assim, é vital que o acesso à educação seja garantido.
Portanto, é inequívoca a constatação de que a exclusão de alunos com transtorno de aprendizagem ancora-se na escassez de medidas públicas. Nesse sentido, a fim de erradicar a exclusão de alunos com transtornos de aprendizado, cabe ao governo, por meio de uma lei, a qual deve ser elaborada com base em sugestões da sociedade civil e organizada, reformular a grade curricular dos docentes e direcionar recursos financeiros às escolas. Dessa forma, será possível assegurar o acesso à educação, respeitando a Declaração Universal dos Direitos Humanos.