Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 19/04/2019

Segundo o filósofo contratualista Jean Jacques Rousseu, o cidadão deposita sua confiança no Estado, e este se torna responsável por suprir as necessidades do povo, constituindo, assim, o “Contrato Social”. Isso é, facilmente identificado no objetivo do Sistema Único de Saúde (SUS). Entretanto, veem–se os desafios na saúde pública de como lidar com as epidemias no Brasil, seja por negligência da sociedade, seja por questões ambientais.                                                                                                     Sabe-se de início que com a Declaração Universal dos Direitos Humanos estabelecida na  Revolução Francesa e assegurada no Brasil pela Constituição de 1988, estipula liberdades individuais e igualdade a todos perante a lei, assim, a saúde é um direito garantido. Todavia, vive-se em uma sociedade marcada pela negligência e desinteresse em relação a assuntos envolvendo doenças. Isso porque com a rotina social “moderna”, para muitos a saúde não é prioridade, além de existir uma carência desses assuntos no ambiente educacional, sobretudo, em escolas públicas. Assim, é notória a quantidade de pessoas que adquirem o vírus e não sabem como tratar e evitar, exemplos são: a AIDS, febre amarela, tuberculose, sarampo e a dengue, que podem resultar em situações graves atê morte. Logo, a mudança de valores na sociedade é fundamental para diminuir e lidar com essas epidemias.                   Ademais, não só o desinteresse e falta de informação da população, mas também os problemas de questões ambientais facilitam com a dispersão destas. Razão disso é, entre outras, a falta de saneamento básico e agravamento de lixo em locais inadequados, contribuindo então, para a proliferação do mosquito causadores de algumas das epidemias como a dengue, febre amarela. Além da poluição atmosférica, do solo e hídrica que afeta a saúde pública com problemas respiratórios e cardiovasculares. Desse modo, é evidente a necessidade de cuidados com o meio ambiente para o bem-estar social e apesar de existir o SUS, contrapõe-se ao contrato social de Rousseu, já que a sua função de atendimentos básicos para a prevenção de epidemias se encontra fragilizada.                           Dado isso, faz-se necessário que o Ministério da Educação insira nas escolas, desde o fundamental, ambiente como tema a ser estudado e incentive práticas para a coleta seletiva, alem de, apresentar palestras e campanhas, mostrando a importância da vacinação para a produção de anticorpos e fortalecimento do sistema imunológico a essas doenças. Como também, o Governo deve ajudar nessas campanhas de vacinação e cuidados com o meio ambiente, por meio da distribuição de panfletos nos mais variados locais e aumentar a limpeza das ruas. Assim, o “Contrato Social” será, efetivamente, colocado em prática, permitindo assim, proteção e uma saúde de qualidade.