Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 06/06/2019
Medidas e ações que refletem no futuro
No filme: “Eu sou a lenda”, história que trata justamente de um surto epidemiológico- que afeta praticamente toda população- ocorrido em uma determinada região. Há apenas um homem não afetado, consequentemente, esse vai em busca de salvar-se procurando a cura mesmo diante de tamanha devastação. No Brasil a saúde pública enfrenta vários desafios, algumas medidas como erradicar o vetor da doença ou a vacinação são respostas significativas para a reversão da problemática, porém, existem inúmeros impasses, tais como, a falta de informação e propagação de notícias que possam ajudar na questão.
A Epidemia ou aumento no caso de endemias (doença que se manifesta apenas numa determinada região) é a propagação de uma doença infecciosa, que surge rapidamente em determinada localidade ou em grandes regiões e ataca ao mesmo tempo um grande número de pessoas. Os vírus, bactérias ou outros microrganismos são os responsáveis por provocar as epidemias. Eles se propagam através do ar, da saliva, da água, do sangue ou por meio de animais denominados hospedeiros.
No Brasil há pouco, casos de dengue cresceram 339% no ano de 2019. Houve um surto de microcefalia, principalmente na região Nordeste, em Pernambuco de 10 casos ao ano, passaram a 140. A febre amarela, que tem gerado preocupação desde 2016, quando houve surto no país, com mais força na região Sudeste, é outro problema que deve permanecer. De acordo com números do Ministério da Saúde, de janeiro a novembro deste ano, foram registrados 1.311 casos e 450 mortes, quase o dobro do mesmo período no ano anterior. Doenças essas transmitidas por mosquitos.
Entretanto, há ainda àquelas que não são transmitidas por mosquitos, por exemplo, a gripe que causou quase 2 mil mortes em 2016 por H1N1, que pode passar de um indivíduo para outro com alguns fatores, são esses espirros, tosses, entre outros. A Hepatite A (o vírus se infiltra quando ingerimos resquícios de fezes contaminadas, algo comum na falta de saneamento). Sarampo no Brasil tem 10,2 mil casos e corre risco de perder certificado de erradicação, sua transmissão é semelhante a da gripe.
Cabe, portanto, ao Ministério da Saúde qualificar medidas já existentes, que precisam urgentemente serem executadas com mais frequência, como por exemplo, campanhas de vacinação (medida profilática), ou então com auxilio das mídias televisivas e sociais para que haja uma maior visibilidade do público alvo, como veículo de difusão das notícias e suas possíveis formas de reversão. Contudo, não só com esses meios, mas também com agentes da saúde visitando as casas para verificação de possíveis criadouros de “mosquitos” transmissores de algumas doenças, por exemplo.