Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 10/06/2019
Durante a Idade Média, a Peste Negra dizimou a população da Europa e afetou diversas regiões no mundo, doenças como essa são consideradas epidemias, pois se espalham por um grande território. A questão das epidemias no Brasil representa um grande desafio para a saúde pública. Nesse sentido, a ampliação do sistema de imunizações e dos investimentos em pesquisa são importantes aspectos para lidar com tal empreitada intersocial.
Em primeira análise, a implementação da vacinação obrigatória culminou na Revolta da Vacina, devido ao receio da população das consequências da vacina, de maneira análoga, a população atual compartilha do mesmo receio e, em muitos casos, não se vacina. À vista disso, Rivaldo Venâncio, coordenador do laboratório Fiocruz afirma: “dos programas de saúde mais exitosos que o Brasil produziu nos últimos 40 anos, certamente o de imunizações é um exemplo, só que depois de décadas de sucesso, a população e o sistemas de saúde se descuidaram”. Assim, é nítida a falta de informação disponível sobre a importância da imunização no combate às endemias.
Outro fator que ilustra a gravidade da questão das epidemias é o caso da febre amarela: considerada erradicada desde 1942, volta a ter surtos nos país em 2016, e é a causa de centenas de óbitos por ano, de acordo com o Ministério da Saúde. Nesse ínterim, o Conselho Nacional de Saúde ressalta a necessidade de investimentos em ciência, tecnologia e pesquisas continuadas para superar os desafios do combate à febre amarela. Dessa forma, investir em pesquisas direcionadas ao combate de epidemias é medida que se impõe.
Portanto, a desinformação e baixo investimento em pesquisa é um entrave ao lidar com epidemias. Desse modo, o Estado deve, além de aumentar verbas para pesquisa, levar informação à população sobre imunização, através de campanhas de engajamento, com médicos explicando as doenças, em prol de promover conhecimento.