Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 07/06/2019
Após a chegada dos portugueses ao atual território brasileiro, em 1500, constatou-se os primeiros casos de epidemia nos nativos trazida por esses povos, como exemplo, a varíola. Atualmente, mesmo com o avanço da tecnologia e da medicina, ainda é possível perceber a incidência de mortes por doenças infecciosas, devido a negligenciação de uma parcela significativa dos agentes públicos e setores da saúde.
Com a crescente demanda por matéria prima, e consequentemente, o desmatamento de áreas florestais, vêm-se notando a incidência do número de espécies transmissoras de doenças, devido a destruição do seu habitat natural, forçando-as a ocuparem os centros urbanos. Nesse sentido, há o desenvolvimento de doenças ocasionadas por agentes transmissores, como a dengue e microcefalia, causadas pelo mosquito Aedes aegypti. Essas doenças podem gerar sérios problemas à saúde das pessoas, levando-as a morte.
Outro fator que ilustra esse cenário, é a ineficiência das fiscalizações e leis ambientais por parte dos agentes públicos no combate a esses vetores, que muitas vezes negligenciam o saneamento básico das áreas mais pobres e, como resultado, o local se torna propício à proliferação de doenças. Além disso, uma parte considerável da população não possui o conhecimento adequado para prevenir e tratar de certas epidemias, como evitar água parada, por exemplo. Somado a isso, a saúde pública no Brasil é precária e deficitária em vários aspectos, pois a demanda é muito grande e a assistência é limitada.
Destarte, o Ministério da Saúde, em parceria com os municípios, devem promover campanhas de vacinação para as doenças que dispõem de tais recursos, com um calendário específico para cada idade. Além disso, devem articular anúncios, em parceria com os meios midiáticos, para orientar a população acerca da prevenção e tratamento desses vetores. Por fim, é importante que o sistema público de saúde seja mais eficiente e abrangente, ampliando a participação de médicos e enfermeiros, além de reorganizar a rede hospitalar. Sendo assim, tende-se a atenuar os casos de surtos epidêmicos no Brasil.