Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 09/06/2019

Em 1988, com a promulgação da Constituição Federal, foi dado o direito a todo cidadão brasileiro ao SUS (Sistema Único de Saúde), que teve origem com a revolução sanitária em 1970, e defendia que a saúde tinha que ser um benefício para toda população. Desde o período de colonização do Brasil, que o país sofre com várias epidemias, mas, ultimamente, as mais comuns são: febre amarela, dengue, zika, chikungunya, sífilis e gripe, tornando-se um problema a ser tratado no território.

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), é considerado epidemia se a cada 100 mil habitantes 300 tiverem a mesma doença, e o sistema de saúde pública do Brasil está enfrentando desafios com algumas doenças. Um deles é o mal gerenciamento, pois, falta ações mais efetivas na área de prevenção ou tratamentos em em estágio inicial, já que a atenção básica não está dando conta dessa função. Como também, têm um financiamento insuficiente, devido à corrupção que o país enfrenta e a Pec 241, aprovada em 2016 pelo Governo, a qual limita os gastos públicos na saúde. Além disso, tem o envelhecimento da população brasileira, que segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2016, 26 milhões da sociedade tinha mais de 60 anos, e nessa idade é quando os problemas de saúde se tornam mais comum, implicando em um alto custo para o SUS.

Como consequência, se tem a longa espera para marcar exames e consultas, devido a falta de médicos, contribuindo para o agravamento da doença ou até mesmo a morte do paciente. Pois no Brasil, segundo o IBGE, tem aproximadamente 153 mil mortes por ano causadas pelo atendimento de má qualidade. Como também, há um investimento desigual nas regiões, visto que, no sul e sudeste tem mais investimento que no norte e nordeste, onde cerca de 90% da população depende da saúde pública.

Levando-se em consideração esses aspectos, é necessário que se tenha uma atenção especial com a saúde pública por parte do Governo, já que muitas pessoas dependem dela. Portanto, é fundamental focar mais na prevenção ao invés da doença, por parte do Ministério da Saúde, para obter uma redução nas chances de doença e nos gastos com tratamento. Como também, ser melhorado a administração do SUS, principalmente nas unidades básicas de saúde, onde é feito os procedimentos iniciais, de modo a cumprir com sua função. Além disso, importante que o Governo invista mais no financiamento para a manutenção da saúde pública, garantindo mais  médicos e ambientes capazes de comportar toda a população local. Ademais, também é  significativo o investimento igualitário em todas as regiões, de forma a resolver as disparidades regionais. Por fim, a sociedade deve buscar meios de prevenção, disponibilizado pelo Ministério da Saúde, para evitar as infecções.