Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 07/06/2019

Durante a Era Vargas, o foco do governo quanto à saúde pública, foi o tratamento de epidemias e endemias, porém não houve muitos avanços, pois os recursos destinados à saúde eram desviados a outros setores. Outrossim, mesmo após oito décadas, população brasileira ainda se encontra assombrada por essas doenças virais e pelo descaso governamental quanto ao bem-estar do cidadão comum. Diante isso, há uma grande dificuldade de garantir a tranquilidade dos indivíduos, devido principalmente ao desconhecimento desses e ao descaso do Estado quanto à questão.

Primeiramente, é incontrovertível a negligência estatal no corpo social, uma vez que nem sempre o Governo cobra do SUS (Sistema Único de Saúde) meios mais efetivos e abrangentes para auxiliar e garantir a satisfação da massa. Além disso, partindo do princípio Constitucional, é dever do país prestar assistência integral à saúde, entretanto, é indubitável que isso não ocorre totalmente, uma vez que os casos de enfermidades crescem gradativamente - como indicam pesquisas do Estadão -  e que falta investimento na área da saúde para que a determinação legal tenha eficácia plena.

Dessa forma, outro desafio é o modo como, na atualidade, o acesso à informações se tornou mais simples. Todavia, mesmo com essa facilidade existem diversos casos no Brasil de epidemias, como a dengue, que poderiam ser controladas de maneira eficaz com a conscientização do brasileiro sobre o assunto. Citando Rousseau “O homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado”. A frase do filósofo suíço parece fazer alusão a situação que a população canarinha se encontra, de modo que as “correntes” que os prendem são os desafios para combater essas pandemias, em vista que, em 2019 os casos de dengue cresceram 264%, como apontam dados expostos pelo Globo.

Desse modo, torna-se inquestionável a urgência do enfrentamento aos desafios da saúde pública. Logo, faz-se crucial o papel do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde, para a criação de projetos educacionais nas escolas, os quais devem promover palestras e atividades lúdicas que destinam-se a preparar e conscientizar desde cedo os indivíduos para as singularidades do mundo moderno e como combatê-las, transformando assim a comunidade escolar e a sociedade no geral. Destarte, será possível criar uma nação que possa de fato quebrar as “correntes” e de fato promover a plena construção de conhecimentos e isonomia de direitos.