Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 10/06/2019

O Movimento da Reforma Sanitária no Brasil, que ocorreu na década de 70, teve como objetivo assegurar a saúde como um direito de todo o cidadão, e com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), o Movimento parecia ter alcançado seu objetivo. Contudo, é bem nítido que o SUS está sucateado, devido ao desvio de verba dos hospitais, o que provoca não só a ineficácia no tratamento de doenças infecto contagiosas, mas também permite a ocorrência de epidemias.

O SUS apareceu como uma das ferramentas do estado para perpetuar a ideia de que saúde é um bem comum, porém o próprio estado desvia verba que seria investida na infraestrutura de hospitais do SUS, o que acaba no sucateamento dos mesmos, que é um absurdo inestimável, afinal o estado é o perpetuador do bem comum.

E como a grande maioria dos brasileiros não tem condição de pagar um hospital particular, o SUS é a única alternativa, e com um sistema de saúde tão sucateado torna-se muito difícil o tratamento de doenças infecto contagiosas como a febre amarela, afinal, não há remédios, médicos, nem equipamentos para um tratamento completo.

Como exemplo, a crise de febre amarela que ocorreu em 2016 e 2017, uma das causadoras dessa epidemia foi a ineficácia do sistema de saúde público, o que além de provocar uma rápida contaminação da população, causou a morte de animais inocentes devido à ignorância.

Portanto, é claro o problema que a população brasileira enfrenta quanto a saúde, e isso afeta e muito a propagação de doenças. O governo deve investigar o desvio de verbas na área da saúde em municípios e punir os responsáveis, além de aumentar a conscientização sobre doenças na TV, em cartazes, outdoors, e perpetuar agentes sanitários nas ruas com maior índice de contração de doenças para que se evite epidemias. Com isso o Brasil pode caminhar para um país com saúde de qualidade á todos.