Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 08/06/2019
Um surto epidêmico se caracteriza como sendo o aumento brusco, temporário e significativo na incidência de uma doença em uma determinada área geográfica. Nesse sentido, no que diz respeito ao contexto contemporâneo brasileiro, muitos são os desafios para evitar e amenizar as consequências oriundas dessa grave situação, uma vez que faltam investimentos na área de saúde e informação para população. Desse modo, medidas devem ser tomadas para deter o surgimento de epidemias.
Em primeiro lugar, a inobservância estatal diante da necessidade de investir em medidas profiláticas é fator determinante para o surto de doenças. Desse modo, tendo em vista que as epidemias se caracterizam pela facilidade de disseminação, quanto mais cedo é descoberto o risco de descontrole de transmissão, mais rápida é a adoção de ações para impedi-la. Com isso, a falta de recursos destinados para campanhas de prevenção de doenças e combate a potenciais vetores tornam a população vulnerável a surtos. Essa realidade pode ser vista no levantamento realizado pelo jornal Folha que aponta queda nos valores gastos pelo Governo Federal em vigilância epidemiológica no ano de 2015, período em que o Brasil atingiu recordes de casos de dengue.
Além disso, é válido destacar a necessidade da população ter conhecimento sobre seu papel no combate de algumas epidemias, uma vez que ações individuais podem atenuar a proliferação de agentes etiológicos. Nesse sentido, surtos podem ser detidos se partir das pessoas a tomada de hábitos salutares. Assim, pode-se salientar um dos últimos surtos que ocorreu no Brasil: as doenças oriundas dos vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, que apesar de terem sintomas e consequências diferentes , têm o mesmo vetor de transmissão e podem ser evitadas por meio da ações do cotidiano, como não deixar água parada. Dessa forma, é de extrema importância que as informações sobre prevenções cheguem a todas as camadas populares.
Portanto, fica evidente que as epidemias no Brasil é um problema com muitos impasses e que precisa ser tratado com muita urgência. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com a mídia, promover campanhas que divulguem a importância do papel do cidadão em adotar hábitos que coíbam a proliferação de doenças, no intuito de tornar-lo agente ativo contra possíveis ocorrências. Ademais, é válida a participação das prefeituras municipais na intensificação do controle de focos de transmissão de doenças, por meio de visitas regulares de agentes de saúde as residencias da população. Pois, é nesse caminho que os brasileiros se tornarão imunes a surtos epidêmicos.