Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 08/08/2019
Antes das medidas pertencentes à Reforma Sanitária,durante o mandato do Presidente Rodrigo Alves em 1902 a 1906,o Brasil era conhecido no exterior como um local em que se abrigavam diversas epidemias.Hodiernamente,observa-se que as doenças epidêmicas ressurgiram na saúde pública, seja pela falta de investimentos em saneamento básico,seja pelos desafios na vacinação dos brasileiros.Com efeito,torna-se prudente a mobilização do Estado e da população no combate à problemática.
Em primeiro lugar,a Constituição Federal de 1988 consta o direito ao saneamento básico de modo inerente a todas as pessoas.Contudo,percebe-se incongruência na lei, uma vez que as comunidades mais pobres são as mais afetadas pela falta de higienização.Conforme os dados do SNIS(Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento),a Região Norte tem os piores índices de tratamento de água e de esgoto.Tal fato,precisa ser revisto imediatamente pelo Governo,já que essas áreas consequentemente possuem maior propensão à surtos epidêmicos como tuberculose,dengue e varíola.
Outrossim,é patente mencionar que a falta de conscientização popular agrava o reaparecimento e a persistência de epidemias,visto que o descaso com as solicitações de vacinação são frequentes no país. Segundo Zygmunt Baumman,sociólogo polonês,a sociedade atual negligencia o bem-estar coletivo e as reivindicações políticas fragmentaram-se.Nesse sentido,fica factível dizer que fatores como superstições ou ignorância, os quais são causados,sobretudo,por falta de informação pelos meios de comunicação, impossibilitam que mais indivíduos procurem os postos de imunização.
Destarte,infere-se que os desafios na saúde pública referente às epidemias é produto da inércia do Estado e do povo.Diante disso,cabe ao Governo Municipal,promover moradias regulares aos habitantes e, por meio de engenheiros ambientais, supervisionar as estações de esgoto e de água,com o intuito de reverter a situação insalutífera atual.Além do mais,é imprescindível que a mídia, a fim de conscientizar as pessoas,informe elas sobre o processo e importância da vacinação por intermédio de programas de TV e jornais. Por fim,tais medidas em voga impediriam que voltasse à tona os tempos anteriores à Reforma Sanitária.