Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 10/06/2019
Analisando a realidade brasileira, na metade do século XX, Monteiro Lobato, em seu livro, Urupês, espelhou na personagem Jeca Tatu, as mazelas sociais do país e o descaso do governo com a saúde pública. É lastimável pensar que ainda hoje esses problemas assolam o Brasil paulatinamente, presenciamos tantos avanços tecnológicos, entretanto, também vemos diariamente em notícias que pessoas morrem na espera de um tratamento médico.
É indubitável que o Brasil sempre teve problemas ao lidar com a saúde pública. No início do século XX, o médico Oswald Cruz desenvolveu um projeto para vacinar as pessoas do Rio de Janeiro contra as epidemias a época, como a varíola, porém, como a população tinha um escasso conhecimento sobre o assunto não queriam ceder e se revoltaram contra o governo, oque ficou conhecido como Revolta da Vacina. Ainda hoje, mesmo com um conhecimento prévio algumas pessoas se recusam a receber as vacinas ou vacinar os seus filhos, isso acaba prejudicando a saúde pública, pois doenças que já estavam controladas podem voltar à tona.
Ademais, vale lembrar que o conceito de epidemia engloba doenças infecciosas e transmissíveis, é por isso que deve-se ter um controle sobre eles. Atualmente, doenças como a dengue, zika virus, AIDS, febre amarela aterrorizam a sociedade e muitas dessas doenças ainda não têm vacina, todavia, existem outros métodos de evitá-las, tomando as medidas corretas é possível conter as suas proliferações.
Dado o exposto, os gestoses de saúde pública de cada cidade devem orientar os cidadãos sobre maneiras de prevenir as doenças e ensinar sobre elas, por meio de palestras e campanhas, que podem veicular por exemplo nas rádios da cidade, para que assim as pessoas tenham uma visão ampla das epidemias e de como detê-las, pois segundo Carl Sagan “A ciência é a vela que ilumina a escuridão da ignorância”.