Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 09/06/2019

No início do século XX o país presenciou uma revolta popular causada pela obrigatoriedade da vacinação contra a varíola, motivada pela desconfiança da população que desconhecia a vacina e temia seus efeitos. Para mais, em consonância com os dias atuais, observa-se uma alteração positiva dos processos de imunização, no entanto ainda há resistência popular. Além disso, os problemas de saneamento básico, acrescidos do aumento da produção de lixo, decorrente do consumo alienado, corroboram para o detrimento da saúde pública.

Além do mais, segundo o médico Drauzio Varella, “tratar a saúde como direito de todos e dever do Estado transfere a responsabilidade dos cidadãos sobre o próprio bem-estar”, retratando o pensamento primitivo de uma sociedade utópica que busca a saúde mas não a preserva. Ademais, tal fato exemplifica-se pelo descarte de lixo em locais impróprios e a aversão à vacinação.

Além disso, promover a conscientização pública torna-se complexo com a adesão digital do meio social, através das redes sociais a divulgação e o compartilhamento de notícias entre os usuários facilita a democratização do acesso à informação, em contrapartida, promove a repercussão das “fake news”. Para mais, a credibilidade acerca do noticiário virtual potencializa os danos à população, os hodiernos ataques à imunização contra o sarampo e a poliomielite, instaurados pela divulgação das “fake news”, exemplifica a fragilidade e a desinformação pública sobre a vacinação.

Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas de vacinação à população, sobretudo por redes sociais, para que haja o conhecimento da importância de prevenir-se. Outrossim, deve trabalhar  para erradicar a propagação de inverdades nos aplicativos de comunicação, com a criação de perfis nas redes onde ocorre a disseminação das ideias errôneas, evitando assim uma nova “revolta da vacina”.