Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 09/06/2019
Epidemia é a concentração de acometimentos por uma patologia em um mesmo local e época, porém em excesso com relação ao número de casos esperado. Em 2018, além das epidemias de febre amarela e sarampo, o Ministério da Saúde declarou o alto risco de reincidência da poliomielite. Esses dados alarmantes demonstram que os principais desafios no controle de epidemias para a saúde brasileira envolvem questões sociais e culturais.
A princípio, a Revolta da Vacina de 1904, contra a vacinação obrigatória determinada pelo governo brasileiro permite observar a importância da população na atenuação desse problema. Isso é ratificado com a sub-vacinação que preocupa o Ministério da Saúde desde 2017, visto que permitiu o aumento do número de casos de algumas doenças e o ressurgimento de outras infecções. Esse quadro problemático advém do compartilhamento de notícias falsas nas redes sociais e da desinformação do povo brasileiro que prejudicam a qualidade de vida no país.
Ademais, é importante elucidar a perpetuação dos casos de dengue, chikungunya, zika e febre amarela, os quais são agravados pela falta de comprometimento da população na prática de medidas preventivas. Esse fato é confirmado através de dados publicados no Estadão que demonstram a participação da sociedade na destinação incorreta do lixo, a despreocupação com o armazenamento de água nos períodos de chuva e a manutenção de depósitos familiares. Apesar dos esforços da União, o brasileiro continua contribuindo com a insalubridade pública.
Dessa forma, é necessária uma intervenção incisiva para influenciar o comportamento do brasileiro e evitar o prejuízo da qualidade de vida no país. Em primeiro lugar, é imprescindível que o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação publiquem dados e informações corretas em suas redes sociais; promovam panfletagem, “outdoors” e palestras gratuitas, além de comerciais de televisão e rádio que orientem a população sobre a importância da vacinação incentivem a busca por referências concretas. Em segundo lugar, é necessário que esses Ministérios promovam a contratação de fiscais para visitação de imóveis e terrenos, juntamente com a intensificação das campanhas de conscientização sobre o mosquito Aedes, visando alertar a população sobre a importância da sua participação na erradicação das patologias envolvidas. Com essas medidas, será possível reduzir o número de epidemias anuais no Brasil.