Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 10/06/2019

Assim como à educação, à segurança e à moradia, a garantia da saúde é um dever do Estado, previsto pela Constituição Federal de 1988, entretanto, o cidadão não tem todos dos seus direitos exercidos. Tal realidade expressa um quadro alarmante no setor da saúde, o que se deve a fatores como a desigualdade demografia médica e o difícil acesso aos serviços, o que implica em uma série de epidemias.

Nesse contexto, a escassez ou ausência de médicos no Brasil, acontece principalmente nas regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos, onde as estruturas para o atendimento à população são mais precárias. Nisso, quando a Organização Mundial da Saúde ressalta que o parâmetro ideal de atenção à saúde é de 1 médico para cada mil habitantes, o Brasil supera essa razão onde são 2,11 médicos para cada mil habitantes, evidencia-se como a distribuição pelo território brasileiro é bastante desigual.

Além disso, conforme o professor do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, José Cassio de Moraes, os grupos mais pobres tem uma dificuldade de acesso aos serviços de saúde. Em consequência disso, esse obstáculo causado pelo descaso do governo, revolta grande parte da população menos favorecida e desestimula os mesmo a procurar vacinas e meios de prevenir doenças, já que o acesso apresenta bastante obstáculo.

Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse. Cabe ao governo municipal fazer a distribuição dos médicos de maneira igualitárias, a fim de atingir todas as regiões e não só as capitais. Bem como a parcerias entre o Ministério da Saúde e as escolas públicas, com o objetivo de levar a vacinação a quem tem mais dificuldade de ter acesso e assim, evitar as epidemias no país.