Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 09/06/2019

No período da Primeiro República, ocorreu a Revolta da Vacina, na qual o governo impôs à população  à vacinação obrigatória, devido as diversas epidemias que assolavam o Rio de Janeiro. No entanto, mesmo após diversas políticas públicas de vacinação, como campanhas e propagandas as epidemias, no Brasil, afligem a população de diversos estratos sociais, em razão da precariedade do saneamento e a constante agressão à natureza. À vista disso, infere-se que tal problemática é inerente à má gestão pública das áreas mais opulentas e à uma cultura de degradação ambiental.

A priori, consoante o filósofo Aristóteles, a finalidade da função estatal deve ser o bem comum e não os interesses individuais de quem governa. Dessa forma, a crescente corrupção do Estado acarreta desamparo em setores de necessidade básica da população, como a saúde pública e a infraestrutura. Assim, as regiões que não possuem sistema de saneamento básico são as mais afetadas pelas epidemias de doenças causadas por protozoários e vírus, em consequência da ausência de recursos do Estado na região. Por consequência, essa problemática e o descaso de seus governantes atormentam os cidadãos que acabam por viverem em locais precários abandonados pelo poder público e sem auxílio para o tratamento de sua saúde.

Outrossim, conforme a antropóloga Ruth Benedict, “A cultura é a janela pela qual o homem enxerga o mundo”. Dessa maneira, é a cultura a responsável pela transmissão de valores e hábitos entre as gerações de uma sociedade, as quais assimilam esses costumes na sua forma de relacionar-se com o outro e com a natureza. Dessarte, a cultura de consumo e expansão exacerbada herdada do capitalismo leva o homem a constante degradação da natureza para a satisfação de seus desejos e a destruição do habitat de diversos animais, os quais acabam por invadir as áreas urbanas e transmitirem patologias, as quais eram desconhecidas pela população. Isto Posto, essa cultura destrutiva é um dos fatores, os quais provocam as mazelas que a sociedade tenta combater.

Portanto, para que a ineficiência do Estado e a cultura de consumo exacerbado sejam evitadas, são necessárias mudanças estruturais. Com isso, cabe à Câmara de Deputados, por meio de projetos de leis, a criação de diretrizes e intensificação da fiscalização, as quais tenham como objetivo a ampliação do investimento no setor de saneamento e infraestrutura dos municípios, os quais possam revitalizar as áreas precárias, a fim de que haja uma reestruturação da vida urbana da população com mais qualidade de vida. Ademais, assiste ao Ministério da Educação, por intermédio de diretrizes educacionais, a criação de palestras nas escolas, as quais visem explicitar a importância de um consumo consciente e da preservação ambiental, para que haja uma sociedade futura cônscia.