Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 10/06/2019
A Declaração Universal dos Direitos Humanos,adotada pelas Nações Unidas em 1948,tem por finalidade assegurar à dignidade humana.Não obstante,no Brasil,tal garantia não tem sido verificada,visto que a incidência de doenças epidemiológicas representa um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade.Nesse sentido,torna-se necessário analisar as principais causas e possível medida para esse impasse nos dias atuais.
Inicialmente,é importante destacar que a Constituição Federal,promulgada em 1988,prevê a todo cidadão o acesso à saúde.Entretanto,tal legislação não é respeitada no país,isso se evidencia pelo surgimento de novas enfermidades e o reaparecimento de doenças já erradicadas,como o sarampo.Tal problemática ocorre pois,de acordo com o escritor Gilberto Dimenstein,em sua obra “Cidadão de papel”,os brasileiros vivem em uma cidadania de papel,ou seja,não possuem seus direitos garantidos na prática,mas apenas na teoria.Logo,é inaceitável que,em um país dito democrático,o Estado não seja capaz de buscar mecanismos para atenuar as epidemias e,consequentemente,promover à saúde e o bem-estar social.
Outrossim,pode-se apontar o individualismo da população como um dos grandes motivadores para a acentuação de epidemias no Brasil.Pois,conforme afirma o sociólogo polonês Zygmunt Bauman,o homem contemporâneo está cada vez mais individualista,ou seja,não se preocupa com os impactos que suas ações podem gerar na sociedade.Como consequência disso,tem-se o aumento de 149% dos casos de dengue,segundo dados do portal G1.Infelizmente,esse índice corrobora a despreocupação dos brasileiros em adotar medidas preventivas,como evitar água parada nas residências.
Destarte,para minimizar esse impasse,é fundamental que o Ministério da Saúde promova campanhas de conscientização,sobre a importância do participação popular no combate a surtos epidêmicos,com a presença de profissionais da saúde.A fim de obter,com tal medida,maior engajamento social e reduzir as enfermidades.