Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 10/06/2019
Na Idade Média, o surto de peste bubônica foi o responsável por dizimar metade da população. Hodiernamente, epidemias acometem a humanidade e, caso não sejam contidas, têm o potencial de causar danos irreparáveis ao tecido social. Dessa forma, faz-se extremamente necessário o manejo e contenção dessas, principalmente por meio da saúde pública.
Uma doença pode ser considerada epidêmica quando surge, rapidamente, em um lugar e acomete grande número de indivíduos. Nesse sentido, fica claro que a população brasileira foi e é afetada por epidemias. Tal situação denota a importância de conhecer a origem da grande ocorrência de certas enfermidades, a fim de que seja possível erradicá-la. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 34,7% dos municípios do país, em 2017, registraram casos de epidemia ou endemia relacionados ao saneamento básico – prevalecendo entre eles, dengue, diarreia e diversas verminoses. Com essa perspectiva, deduz-se que as condições não ideais de saneamento em diversas regiões do país, bem como seus desdobramentos – acúmulo de água e lixo -, são responsáveis pelo alto índice de doenças e tornam-se, assim, um imbróglio de saúde pública.
Conforme relatado pelo Ministério da Saúde, o Brasil voltou a registrar casos de sarampo, após dezoito anos, e apresentou 10.262 confirmações da doença, a qual é uma virose transmitida por meio da fala, tosse e espirro. Esses dados demonstram que, ainda que o estado precário do saneamento básico no país seja apontado como grande propulsor do alastramento de doenças, é inconcebível considerá-lo como único fator. Nessa lógica, compreende-se a importância da prevenção de patologias, bem como a necessidade de que essa seja ofertada de maneira igualitária e consciente à população, objetivando a erradicação de endemias. No entanto, a garantia plena dessa profilaxia infelizmente não é alcançada, pois diversos desafios, como a escassez de vacinas e a administração pública falha, impossibilitam a execução e oferta de uma das maneiras mais eficazes no combate a doenças.
Portanto, diante da problemática relacionada ao combate de epidemias e o papel da saúde pública, são necessárias medidas. É primordial que as Secretárias de Saúde do país, em conjunto com as esferas municipais do governo, criem um plano de combate às patologias mais comuns. Nesse sentido, a fim de conscientizar a população de seu papel na erradicação de vetores, como o Aedes Aegypti, e da importância da vacinação no combate a viroses, é essencial a atuação das equipes multidisciplinares das Unidades Básicas de Saúde. Ademais, faz-se fundamental o papel das prefeituras na elaboração de Planos Municipais de Saneamento, buscando aprimorar e regularizar seus serviços. Assim, no futuro, o Brasil possuíra índices exemplares no que tange ao combate a epidemias.