Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 09/06/2019
Por volta do ano de 1300, a Europa acabou ficando marcada, a peste bubônica assolou a história ocasionando a morte de quase um terço da população europeia. Esse episódio conseguiu demonstrar o poder de impacto e a dificuldade de controle vigente sobre doenças dessa espécie. Atualmente, o Brasil também enfrenta dificuldades, sofrendo com epidemias sazonais marcadas pelo pouco trabalho prático de enfrentamento, esse tipo de doença acaba por diminuir ainda mais a qualidade de vida da população brasileira.
Inicialmente essa adversidade nasce de pontos específicos. No aspecto social, a acelerada urbanização durante as fases de 1970 até 1990 acabou promovendo o desenvolvimento irregular das cidades, tendo em vista que o crescimento habitacional pede aumento de demandadas sociais. Esse movimento deu origem ao nascimento de grandes subúrbios e regiões metropolitanas marcadas pela carência de saneamento básico, rede de esgoto e coleta de lixo adequada. Logo, nesses locais específicos acabam ocorrendo maior frequência do surto de epidemias, concentrando nas áreas urbanas do país os casos de doenças com Dengue e Zika.
Além disso, surgem novas adversidades: o desconhecimento prévio da população, tal como a falta de atenção e cuidado aos demais tipos de infecções e epidemias, origina o agravamento da situação. A pouca prevenção tem por fim acarretar o aumento dos índices de indivíduos infectados e casos de morte, fragilizando a situação dos pacientes frente às precárias condições do SUS. Dessa situação, ocorre também o aumentando dos gatos com a saúde, dinheiro que poderia ser direcionado para outra área se houvesse eficientes combates contra essas doenças.
Portanto, entende-se revalidar perante sociedade brasileira o discurso “prevenir é melhor que remediar”. Para tanto, é necessário que o Ministério da Saúde una-se ao Ministério da Infraestrutura visando instalar um plano nacional de desenvolvimento urbano com objetivo de evitar o surgimento de novas áreas propícias para a propagação de vetores dessas doenças. O plano será deslocado inicialmente aos municípios mais fragilizando objetivando instalar redes sanitárias na cidades, coleta adequada do lixo e erradicação de possíveis locais de focos. A população e alunos das escolas municipais participaram ao lado dos técnicos responsáveis apreendendo maneiras de se combater as epidemias, garantido conhecimento e cidadania à determinada região.