Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 09/06/2019

No século XIV, a Europa foi assolada pela epidemia de peste bubônica. Devido ao péssimo estado de higiene sanitária da época, a doença se alastrou e dizimou um terço da população. Hodiernamente, não há dúvidas de que esses surtos de doenças infecciosas são um desafio na saúde pública do Brasil, o qual ocorre devido à herança histórica do país, além de estar relacionado com a negligência governamental.

De fato, a herança histórica do país contribui para que as epidemias sejam um desafio na saúde social, apresentando problemas no seu combate. Desse modo, durante a República Velha, o Governo brasileiro, com o ideal de modernidade, promoveu uma série de mudanças no Brasil do século XX, entre elas destaca-se a vacinação obrigatória, que, embora estivesse firmada na ética moral, era realizada de forma violenta e autoritária, abrindo espaço para uma revolta de cunho popular, a chamada Revolta da Vacina. Nesse contexto, a sociedade de 1904 tornou-se insatisfeita com os serviços públicos, perpetuando a sua insatisfação por um século, fato que atenua a resistência das epidemias no Brasil contemporâneo, dificultando o seu controle.

É perceptível o descaso do governo perante as necessidades de investimentos e reparações na saúde pública. Assim sendo, boa parte das pessoas afetadas por doenças epidêmicas não recebem o devido atendimento, proporcionando o agravamento da situação. Embora o Sistema Único de Saúde (SUS) - criado a partir da Constituição Federal de 1988 - tenha como base a ideia da saúde como direito de todos, no Brasil por outro lado, encontramos falhas nesse sistema uma vez que essa problemática se encontra fora de controle. Dessa maneira, os direitos à vida e à saúde assegurados pela Constituição Federal, nada mais estão do que idealizados numa teoria que não é posta em prática, desequilibrando a esfera sociopolítica que não obtêm respostas de como lidar com as epidemias no Brasil.

Os desafios na saúde pública referentes a epidemias, portanto, se faz uma situação alarmante. Desse modo, é dever do Estado reparar as falhas de atendimento na saúde pública, por meio de investimento em postos de saúde de qualidade com maior alcance populacional e por meio da realização de campanhas de saúde publica, a fim de garantir o direito de todos. Ademais, é necessário que as mídias sociais, juntamente com as instituições educacionais, promovam a realização de palestras e propagandas proativas, com a finalidade de elucidar  a população acerca da importância do combate às epidemias, induzindo-os à cooperarem com os Ministérios governamentais.