Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 10/06/2019
Segundo uma reportagem do jornal Galileu, depois da epidemia de zika, febre amarela, AIDS , uma nova ameaça surgem em solo brasileiro, o vírus Mayaro. No entanto, apesar dos alertas feitos por especialistas sobre o perigoso deste vírus, poucos esforços estão sendo feitos por parte da União e os estados para o combate ao transmissor do vírus (o mesmo transmissor da febre amarela). A falta de investimentos em políticas de prevenção e a falsa sensação de erradicação existente na sociedade, facilitam o surgimento de uma epidemia no Brasil.
De acordo com o epidemiologista da FIOCRUZ , Diego Maya , o fato de muitas doenças, que no passado levaram milhares à morte hoje estarem controladas ou erradicadas (como a poliomielite),através de políticas de conscientização , prevenção (vacinação contra a poliomielite), distribuição gratuita de remédios e acompanhamento médico ,causaram uma sensação de segurança na sociedade, fazendo com que a população se esquecesse que sem os devidos cuidado , muitas doenças poderiam voltar ou virar uma epidemia como atualmente está acontecendo com a AIDS e o sarampo.
Somando este fato à falta de investimentos na saúde primária (onde estão concentradas a maior parte dos programas de prevenção , controle e combate de epidemias) ,há um risco cada vez maior de haver uma epidemia nos próximos anos no Brasil. E a epidemia de febre amarela em 2017 já mostrou que o país não está preparado para tal ameaça.
Portanto para evitar este impasse,a União deve aumentar seus repasses ao Ministério da Saúde, que em parceria com as secretarias estaduais, municipais e institutos de pesquisa possam criar ou dar continuidade a programas de combate a epidemias através de campanhas de vacinação, distribuição de remédios , campanhas e palestras nas clinicas de família, para o monitoramento e combate as doenças que possam se tornar uma epidemia.