Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 10/06/2019

Criado em 1988, o Sistema Único de Saúde (SUS), tem seu modelo de atuação pautado em políticas públicas que priorizam a prevenção das doenças, sendo esta,  fator principal para que se alcance o  bem-estar. Contudo, essa não é a realidade experimentada pela sociedade brasileira, visto que, as epidemias que assolam o país são recorrentes. Como meio de lidar com esse problema, faz-se necessário, a ampliação das políticas públicas e a participação efetiva da população nesse processo.

Em primeiro lugar, é importante salientar que algumas medidas preventivas já são realizadas pelo Estado, como exemplos, o saneamento básico e a campanha nacional de vacinação. Porém, essas ações ainda são ineficazes, visto que, não conseguem contemplar de forma plena todos os indivíduos. Prova disso, segundo dados da Agência nacional de Águas (ANA), quase metade da população, 43% não tem acesso ao tratamento de esgoto e, por conseguinte, estão sujeitas à doenças como a cólera, uma infecção bacteriana transmitida através de água contaminada.

Somado a isso, a falta de participação da população no combate ás epidemias tem contribuído para esse grave revés. Porquanto, muitas são as doenças que poderiam ser evitadas com a conscientização das pessoas, a fim de, mudarem certos hábitos. O descarte correto de garrafas e copos descartáveis, manter as piscinas sempre limpas e cobertas, limpar as calhas com frequência, tudo isso, são medidas que podem reduzir epidemias como a dengue, uma infecção viral, transmitida por um mosquito, que se desenvolve em água parada e anualmente mata milhares de pessoas.

Fica evidente, portanto, a necessidade de ações que revertam esse cenário. Cabe ao Governo Federal, subsidiar os Estados e Municípios fomentando parcerias público-privadas, a fim de promoverem a ampliação dos serviços de água tratada e coleta de esgoto. Ademais, é importante a utilização dos meios midiáticos por parte do Ministério da Saúde, com o objetivo de veicular campanhas sobre as epidemias e  que oriente o cidadão sobre a importância de sua cooperação para lidar com esse problema. Assim, essas medidas preventivas serão de fato, uma ponte para a promoção do bem-estar.