Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 10/06/2019

A varíola foi relatada como a primeira epidemia do Brasil, dizimando grande parcela dos povos autóctones em 1563. Analogamente, ainda hoje as epidemias causam inúmeras mortes no país, visto que lidar com elas ainda é um desafio para a saúde pública. Por isso, mais investimentos em pesquisas e uma maior veiculação de campanhas de conscientização são medidas imprescindíveis para o controle dessas doenças.

E´ indubitável afirmar que o avanço tecnológico proporciona a realização de pesquisas científicas para controle de algumas doenças. Como é visto no Brasil, com a invenção do ‘‘Aedes do Bem’’,  um mosquito ‘‘aedes  aegypti’’ geneticamente modificado pela empresa Oxitec, que transmite um gene autolimitante aos seus descendentes, isto é, a prole gerada morre antes de chegar na fase adulta; consequentemente, há a redução do número do agente transmissor da dengue, febre amarela urbana e zika. Contudo, a falta de investimento em tecnologia e pesquisa, no Brasil, é um limitante para o avanço de projetos como esse, comprometendo a erradicação das epidemias no país.

Outrossim, vale ressaltar o fato de parcela significativa da população não se mobilizar o suficiente para acabar com as epidemias no Brasil, uma vez que não seguem todas as instruções do Ministério da Saúde, como por exemplo evitar água parada. Isso deve-se a falta de eficácia no modo como é transmitido as informações sobre a importância do controle dessas doenças, que não comovem a população a ponto de se mobilizarem fielmente contra essa realidade.

Diante disso, para que epidemias não seja mais um desafio para saúde pública medidas devem ser tomadas. Então, é dever da Organização Mundial da Saúde, em parceria com a mídia brasileira, promoverem campanhas de conscientização que sejam mais realistas, e mostrem a importância de combater as epidemias. Além disso, o investimento em tecnologia e pesquisas é indispensável para mudança desse cenário.