Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 10/06/2019
Custando a aprender
A Constituição brasileira de 1988 tem como uma das característica a sua cidadania, pois fornece total igualdade à sociedade. Quando se traz o recorte da saúde pública e os desafios de controlar doenças, o Brasil ainda se mostra engatinhar para atingir a harmonia na prática. Razões como herança histórica e falta de engajamento do poder público e da população corroboram para que haja dificuldades na garantia do bem-estar.
Lidar com epidemias entre o povo brasileiro nos faz imaginar doenças tropicais, eliminando, assim, a possibilidade de outras como peste negra. Porém, quando se busca o início de nossa colonização, vemos que males europeus também atingiram a Mãe Gentil, como quando os portugueses, por uma guerra ideológica, trouxeram pessoas contaminadas para contagiar os nativos e ocasionar a morte destes e controle do território. Assim, vê-se a raiz da negligência que perdura ao longo de 5 séculos.
Outrossim, para ser epidemia, segundo a OMS, precisa acometer 300 de 100 mil pessoas, tornando-se um quadro mais alarmante que uma endemia. No Brasil, porém, infelizmente, prevenir não faz parte da nossa cultura, na medida em que a população fica aquém dos cuidados necessários, cobrando, apenas, do Governo para que este preste os devidos serviços de maneira eficaz, enquanto ele não o faz, deixando o povo desassistido. Nesse conjunto de vai-vem de responsabilidades, essas antes endemias acham lugar para se estabelecer, como é o caso da dengue.
É necessário, portanto, que haja comprometimento do Governo em investir, de forma contínua, no meio midiático, chamando atenção da população para prevenção de doenças, como vacinação e melhor higiene, e que os municípios exerçam seus deveres, como gerir, da melhor maneira, os cuidados necessários para erradicar as doenças em seus estados iniciais. Dessa maneira, a igualdade no tocante à salubridade será efetivada.