Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 09/06/2019
Na Europa, a partir da Revolução Industrial, no ano de 1760, progressivamente o Homem foi deixando o campo e se aglomerando nos insalubres complexos urbanos, que tornou factível os surgimento de diversas epidemias. Hoje no Brasil, os surtos de doenças ainda mostram ser um grande desafio a ser resolvido dentro do país.
De acordo com o Ministério da Saúde, em 2015 houve um grande episódio de viroses, tais como zica e chicungunha, no nordeste brasileiro, que mostrou-se estar associado aos nascimentos de crianças com microcefalia. Em grande parte essa epidemia poderia ter sido evitada se houvesse um maior combate ao mosquito vetor das doenças, através da pulverização de produtos que impedem a sua reprodução.
Apesar dos recentes avanços da ciência brasileira, tais como o desenvolvimento de teste rápido para detecção das viroses endêmicas, pela Fundação Oswaldo Cruz, ainda são necessários maiores esforços com relação à notificação de epidemias. Logo, os serviços básicos de saúde devem receber maiores investimentos para a qualificação técnica e humana, otimizando as chances de sobrevida dos pacientes.
Além disso, segundo os dados do SUS, em 2018 houve uma diminuição na adesão das campanhas de vacinação juntamente com o reaparecimento de doenças consideradas controladas no Brasil, tal como o sarampo. Isso revela que o governo deve aumentar os esforços para a divulgação e o maior alcance das campanhas de saúde.
Enfim, a questão das epidemias dentro do Brasil é complexa e exige um esforço da longo prazo. Mas precisa ser tratada como uma urgência pelos políticos, para somente assim, a população brasileira poder garantir um dos seus direitos constitucionais básicos: o da saúde.