Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 09/06/2019

O combate a epidemias no Brasil: respirando por aparelhos

A saúde é um dos maiores bens que uma pessoa tem, mas ela nem sempre é tratada com a devida importância. No Brasil, só com a reforma da saúde, em meados de 1970, que a saúde passou a constar na Constituição como um direito fundamental a todos. Mesmo com essa mudança de realidade, o Estado brasileiro sofre com epidemias que se alastram pelo território pelo seu inefetivo combate a elas. Como lidar com esse problema?

A Constituição de 1988 designou o SUS como sistema público de saúde brasileiro, logo, todos os cidadãos tem direito de se consultar no Sistema Único e cabe a União geri-lo, mas o que se percebe no Brasil é uma deficiência desse sistema quanto ao atendimento de pessoas e a fragilidade de suas instalações, cada vez mais precárias devido à morosidade do governo federal. No censo de 2013 do IBGE, dos 4,7% de pessoas que não foram atendidas na primeira vez, 38,8% foram por causa da falta de médico disponível e 32,7% não conseguiram vaga ou senha. O que demonstra a incapacidade do SUS em impedir a disseminação de uma doença, tratando-a desde o início.

Concomitante a essa dimensão legal, a população também tem papel importante na proliferação de epidemias no território, seja por ignorância, seja pela falta de disposição de mudar esse cenário do país. Essa situação é bem ilustrada pelo infográfico feito, em 2016, pelo Ministério da Saúde, que apresentava os depósitos domiciliares como os principais criadouros de mosquitos no Sudeste - região de maior foco da virose.

Diante desse cenário, cabe à União destinar mais recursos à rede SUS e fiscalizar seu uso, afim de que ocorra de forma devida e efetiva; o governo deve, também,  promover reflexões para conscientizar a população acerca da disseminação de doenças. Dessa maneira, será formada uma sociedade mais consciente sobre como lidar com epidemias.