Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 10/06/2019

O filósofo Platão estabelece na sua alegoria da caverna a ideia de que os homens encontram-se acorrentados na escuridão.Na atualidade,o surgimento de epidemias é inaceitável e constitui um cenário obscuro devido,sobretudo,a cultura do brasileiro e a a inércia dos governantes frente a questão.

É necessário destacar,antes de tudo,que o brasileiro,devido a falta de informações e a postura descompromissada ante os problemas da sociedade,frequentemente não toma medidas capazes de mitigar a possibilidade do surgimento de doenças.Nesse sentido,é possível compreender que os casos crescentes de microcefalia,uma doença transmitida por um mosquito que se reproduz em águas paradas,é a consequência de uma população alienada quanto ao seu papel na prevenção das epidemias,.

Em segunda análise,convém destacar que,embora o Sistema Único de Saúde(SUS) garanta cuidados médicos à população,a questão da prevenção de patologias ainda recebe poucos investimentos das secretarias estaduais e municipais de saúde.Consequentemente,a detecção de novas ameaças à saúde coletiva é deficitária e a prevenção das existentes é lenta,o que provoca mortes que poderiam ser evitadas.

É possível entender,portanto,a necessidade de ações que minimizem a problemática.Segundo o educador Paulo Freire a educação muda as pessoas,e essas transformam o mundo.Dessarte,as secretarias estaduais e municipais de saúde devem,em parceria com Ongs que tenham experiência comprovada na área, promover campanhas de esclarecimento sobre as condições de surgimento das epidemias,as formas de evita-las,os seus sintomas e suas catastróficas consequências.Assim,será possível incutir na cultura do corpo social a importância dos cuidados necessários para evitar o aparecimento desse tipo de doença e quebrar os correntes platonianas.